quinta-feira, 17 de julho de 2014

Platão, os trovadores e eu

 



Nossos encontros sobre o amor seguem.
Refletimos sobre o amor. Buscamos nos aproximar do afeto. Queremos deixar nossos passos serem guiados pelo próprio amor, ou melhor, por aquilo que é próprio à nossa forma de experienciar o amor. Com isso, o fio condutor do nosso meditar é a vida e não definições prévias sobre o amor. Tentamos nos mover a partir, e principalmente, dentro do amor. Almejamos de maneira muito simples falar a partir e não sobre o amor. Queremos a palavra simples, que seja o eco e a ressonância daquilo que se dá sempre na simplicidade e imediaticidade do nosso viver. Recolher o simples é sempre muito difícil.

Nosso encontro mais recente passeou por trovadores, poetas e Platão. Nosso olhar pôde colher um aceno, ainda muito rudimentar, do aspecto cultural do amor. Aquilo que hoje chamamos amor não é um fenômeno a-histórico. Foi forjado em nossa cultura ao longo dos séculos. Se nosso olhar atingiu algo de verdadeiro, podemos inferir que, como tudo mais na cultura, o amor também é aprendido. Amor não é pura maturação biológica. E aqui nosso caminhar resvala na mensagem repetida à exaustão por aqueles que a humanidade chama de mestres: o amor se aprende.
Mas não estamos tentando seguir mestres, e qualquer coincidência em relação às nossas meditações devem permanecer como possibilidades a serem visadas em outro momento caso isso se mostre interessante.  Tentamos não desviar de nosso fio condutor: o amor.

Em nosso encontro, foi possível refletir rapidamente em relação ao contraste das formas impessoais do amor de Eros e Ágape (tomados de forma bem ampla) e a forma pessoal que o amor toma em nossa vida.
Assim deixamos sinalizado o que virá em nosso próximo encontro.

Seguindo essa tonalidade, vemos o amor "acontecer" desta e daquela maneira, sempre e de novo.

Para cada um. Sempre e de novo. Em primeira pessoa. Sempre na minha vida. Acontecimento pessoal, acontecimento sempre meu. Vida sendo minha, vida se dando ao meu viver, sendo minha, meu ser.

(Texto de Marco Zago)

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