Nossos encontros sobre o
amor seguem.
Refletimos sobre o amor. Buscamos
nos aproximar do afeto. Queremos deixar nossos passos serem guiados pelo
próprio amor, ou melhor, por aquilo que é próprio à nossa forma de experienciar
o amor. Com isso, o fio condutor do nosso meditar é a vida e não definições
prévias sobre o amor. Tentamos nos mover a partir, e principalmente, dentro do
amor. Almejamos de maneira muito simples falar a partir e não sobre o amor.
Queremos a palavra simples, que seja o eco e a ressonância daquilo que se dá
sempre na simplicidade e imediaticidade do nosso viver. Recolher o simples é
sempre muito difícil.
Nosso encontro mais
recente passeou por trovadores, poetas e Platão. Nosso olhar pôde colher um
aceno, ainda muito rudimentar, do aspecto cultural do amor. Aquilo que hoje
chamamos amor não é um fenômeno a-histórico. Foi forjado em nossa cultura ao
longo dos séculos. Se nosso olhar atingiu algo de verdadeiro, podemos inferir
que, como tudo mais na cultura, o amor também é aprendido. Amor não é pura
maturação biológica. E aqui nosso caminhar resvala na mensagem repetida à
exaustão por aqueles que a humanidade chama de mestres: o amor se aprende.
Mas não estamos tentando
seguir mestres, e qualquer coincidência em relação às nossas meditações devem
permanecer como possibilidades a serem visadas em outro momento caso isso se
mostre interessante. Tentamos não
desviar de nosso fio condutor: o amor.
Em nosso encontro, foi possível
refletir rapidamente em relação ao contraste das formas impessoais do amor de
Eros e Ágape (tomados de forma bem ampla) e a forma pessoal que o amor toma em
nossa vida.
Assim deixamos sinalizado
o que virá em nosso próximo encontro. Seguindo essa tonalidade, vemos o amor "acontecer" desta e daquela maneira, sempre e de novo.
Para cada um. Sempre e de
novo. Em primeira pessoa. Sempre na minha vida. Acontecimento pessoal,
acontecimento sempre meu. Vida sendo minha, vida se dando ao meu viver, sendo
minha, meu ser.
(Texto de Marco Zago)
(Texto de Marco Zago)

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