terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nosso encontro de setembro

O ciclo primavera do Peteca começou com o pé direito. Ou seria melhor dizer com o “ouvido direito + esquerdo + coração +...”? O encontro da tarde de sábado seguiu noite adentro, e foi desenhado por uma saborosa experiência sonora. Desde sempre a arte nos lança convites, sinaliza conteúdos e nos auxilia a reconhecer a magia dos mundos que surgem diante de nós e os mundos nos quais surgimos todo o tempo. Observando sons e músicas, fizemos uma viagem por esse mistério que é o ser humano, e que inclui a capacidade que temos de dotar de significados todos os sons, cores, eventos, encontros, pessoas, tempo e espaço. Quantos mundos surgem na experiência de ouvir um trecho de música? O que é isso que nos movimenta para muito além do que pode ser medido, quantificado, codificado, gravado, reproduzido, etc?

E assim como as músicas nascem da dança de silêncios e sons, abrir-se para a experiência de ouvir músicas - e pessoas - também requer boas doses de silêncio. Sem algum silêncio interno, como podemos ouvir os sons? Sem algum silêncio interno, como podemos ouvir a nós mesmos diante dos sons?

E assim fomos passeando. De Bach a Queen, passeamos por muitos lugares e tempos. Meus olhos molharam aqui e ali, claro. A música tem morada em meu coração. Assim como o silêncio. Assim como os encontros. Agradeço a Marco Zago, que conduziu a travessia, e aos petecantes de plantão. E o Ciclo Primavera segue! Dia 19 de outubro, a travessia será conduzida por Joseph Campbell. Simplesmente imperdível!
                                                                                  Teresa Bessil

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