Não é como assistir um dvd em nossa confortável poltrona, com várias possibilidades em um simples controle remoto: dar uma pausa para um lanche, voltar um trecho, deixar para assistir mais tarde e tal. No cinema, se chegamos mais tarde, entramos naquele ambiente meio escurinho, buscamos um lugar para nos inserir, as cenas em andamento, trilha sonora, diálogos, enfim, toda uma ambientação já instalada. De algum modo parece que somos simplesmente lançados em algo que está em curso. Sem ensaios. Sem revisão. Sem pausas definidas. Sem controle.
Uma analogia que convida reflexões e memórias. Quantas vezes perdemos o fôlego diante do que já está em curso? Quantas vezes chegamos e não encontramos um lugar para ocupar? Quantas vezes a legenda não surge e nos sentimos perdidos diante da linguagem do mundo, enquanto outros parecem bem acomodados aos espaços e diálogos ali produzidos?
A arte da vida talvez inclua localizar lugares de inserção e relação. Criar pausas dentro do que já está em curso. Revisitar trechos já vividos a partir de novos olhares. Alterar roteiros, cenários e até mesmo personagens. Encontrar meios de acessar legendas para o que os outros falam e para o que dizemos aos outros. Aprender a lidar com o que surge sem acessar mecanismos de controle. Os mundos em curso. E nós nos mundos.
Não é como assistir um dvd em nossa confortável poltrona, com várias possibilidades em um simples controle remoto: dar uma pausa para um lanche, voltar um trecho, deixar para assistir mais tarde e tal. No cinema, se chegamos mais tarde, entramos naquele ambiente meio escurinho, buscamos um lugar para nos inserir, as cenas em andamento, trilha sonora, diálogos, enfim, toda uma ambientação já instalada. De algum modo parece que somos simplesmente lançados em algo que está em curso. Sem ensaios. Sem revisão. Sem pausas definidas. Sem controle.
ResponderExcluirUma analogia que convida reflexões e memórias. Quantas vezes perdemos o fôlego diante do que já está em curso? Quantas vezes chegamos e não encontramos um lugar para ocupar? Quantas vezes a legenda não surge e nos sentimos perdidos diante da linguagem do mundo, enquanto outros parecem bem acomodados aos espaços e diálogos ali produzidos?
A arte da vida talvez inclua localizar lugares de inserção e relação. Criar pausas dentro do que já está em curso. Revisitar trechos já vividos a partir de novos olhares. Alterar roteiros, cenários e até mesmo personagens. Encontrar meios de acessar legendas para o que os outros falam e para o que dizemos aos outros. Aprender a lidar com o que surge sem acessar mecanismos de controle. Os mundos em curso. E nós nos mundos.
Ah, a arte do viver...